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Molly no País de Gales

2 setembro, 2015 • By

Este país tem somente oito feriados por ano e esta segunda-feira foi um deles.

Aproveitando isto, nosso pequeno grupo de aventureiros: eu, minha esposa, sua irmã e seu marido, decidiu fazer uma pequena viagem para curtir o País de Gales (Wales).

Poderia escrever sobre as paisagens, de como as praias e a culinária do Brasil dão de mil a zero na de Wales, mas as fotos já falam por si.

Novamente, vou ter que falar de algo que já tive o desprezer de escrever. O terrível hábito da minha cachorra de rolar em merdas alheias.

O fato está se tornando tão rotineiro que estou pensando de mudar o nome do Blog para “Shit Happens”

Me pareceu que desde que embarcamos para o país de ovelhas a minha adorada cachorra já tinha traçados objetivos claros para esta viagem.

Se rolar no maior números de fezes que ela pudesse.

Talvez seja esta a forma de a bichinha pensar em levar souvenirs para casa: carregando vestigíos de merda pelo corpo.

No segundo dia de viagem fizemos uma trilha que nos levaria de um pequeno vilarejo do alto de uma colina até uma praia lá embaixo. Para facilitar a situação estava chovendo.

Depois de 1 hora e meia de caminhada, finalmente chegamos na base da praia. Foi ai que o espírito de capivara incorporou na Molly.

Desta vez não era somente bosta. Era um pacote completo. Um pequeno riacho que se formou por causa da chuva fez uma ótima piscina de merda e lama.

Em poucos segundos o bicho já estava lá, fazendo a festa e nadando de costas.

Quando ela saiu, a coisa mais parecia uma ratazana, ou melhor, um diabo da Tasmânia que emergiu do inferno.

Chamei ela para meu lado. Péssima decisão. Ela veio. Não queria nem a pau aquele bicho relando em mim. Fui me afastando. Ela chegando mais perto. Me afastei mais. O bicho continuou vindo. A cena final foi eu fugindo da minha própria cachorra e ela no encalço achando engraçado.

molky

Por fim chegamos no mar.

Estava de papete, por isto entrei no mar até a água alcançar meu joelho. O bicho veio junto. Meio insegura se devia andar ou sair nadando. Quando chegou até mim, a agarrei.

Começa o banho de esfoliação com sais. Esfrego com a mão toda a merdarada verde que está em suas costas. Uma onda vem e bate na cara dela. Não ligo e continuo esfregando até ter toda a sujeira removida.

Assim que acabo o serviço deixo ela ir. Ela sai correndo para o lado da minha esposa e fica sentadinha no chão com a maior cara de vítima do universo.

A chamo para entrar de novo comigo no mar, mas já era. Agora eu virei um ser do mal.

Decidimos voltar, desta vez com ela na coleira. Ela foi tão comportada na subida que decido soltá-la, mas a comando para ficar junto. Ela me acompanha direitinho do meu lado como uma verdadeira lady. Nos deparamos com um imenso gramado na nossa frente e fiquei com pena dela.

Ela olha para minha cara e não resisto.

Pode ir Molly

Ela sai em disparada. Em disparada para um gigante conglomerado de estrume.

Filha da puta!

Além de ter que aguentar este sentimento de traição, escuto com razão bronca de todo mundo.

Porque você soltou a cachorra?!

Não tem como explicar, eu fui traído pelo bicho.

Passamos em um mercadinho e compramos produtos de limpeza e tentamos dar um tapa na cachorra. Deu para dar uma enganada, mas quando chegamos no bangalô que alugamos demos um senhor banho na sujismunda.

Outro dia.

Amanheceu e fomos embora, mas antes resolvemos visitar um tal castelo. Depois de nos perdermos, encontramos a bosta do castelo que não era nada demais. Decidimos nem sequer pagar para entrar.

Como iriámos cair na estrada para voltar pra casa, decidimos soltar os bichos para dar uma canseira antes de empacotá-los no carro.

A Molly bateu o recorde, em menos de 5 minutos já achou uma merda.

E fez de novo.

Cachorro filho da puta!