Fatos, Pensamento

Bye Bye Samba

9 junho, 2015 • By

Dizem que São Paulo é um organismo vivo. Que suas avenidas e ruas são como veias que permitem que esta megalópole pulse com vida.

Seguindo este metáfora, posso dizer que eu sou um vírus neste corpo, e que seu sistema imunológico está querendo me expulsar.

Bom, ele conseguiu. Estou indo embora Sampa. Estou indo embora Samba.

Seguem uma lista das artimanhas desse organismo contra hospedeiros mal agradecidos.


 

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Capivaras Mutantes

Ainda não são mutantes, mas acredite, alguma hora estes graciosos bichinhos vão causar o terror geral.

Todos os dias passava a pé pela ponte cidade jardim, observando esta coisa que se chama rio Pinheiros. Várias foram as vezes que pude testemunhar suas águas borbulhando.

Não vejo como, a mistura desses roedores gigantes com estas águas do inferno, resultar em algo positivo para humanidade.

Não digo que teremos algo como as Tartarugas Ninjas de Nova York, mas Capivaras Mutantes Mestres de Capoeira instalando o caos nas marginais não duvido muito.


 


Civilidade de Ostras.

A maioria dos paulistanos pensa que vivem dentro de sua concha. O mundo e as pessoas externas são algo que merecem tanta atenção quanto a atenção que um crustáceo dá para a bolsa de valores de Pequim.

Fingir que esta dormindo em um acento destinado a idosos, guardar lugar em praças de alimentação, ouvir música alta em condomínios ou em seus próprios automóveis. Podem chamar o coveiro porque o respeito ao próximo já morreu faz tempo por aqui.

 

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Água 4.50

Como pode uma garrafa de 200 ml de água custar 4,50?

Sei que nosso governo não é lá muito bom na matéria de economia, mas não podemos colocar a culpa de todos os preços abusivos no famoso “Custo Brasil”. Se existe paletas mexicanas custando 9 reais, é porque existe uma massa que compra. (Confesso, sou um deles).

Mas a coisa meio que fugiu de controle.

 


O Valor a vida.

Por mais que seja da minha personalidade tentar criar alguma piada pra todo assunto, isto é algo difícil de banalizar.

Moro na região Morumbi. Difícil pensar em um território onde fica tão evidente as diferenças sociais extremas no nosso país. Piscinas e barracos divido por muros, mas nenhum muro separa o choque dessas realidades.

Neste tempo que vivi aqui, já vi diaristas sendo covardemente sendo assaltadas por bando de pivetes, já vi um Jipe arrastar dois criminosos por uns 100 metros pelo asfalto. Já tive o desprazer de ser assaltado com uma arma na cabeça e ainda ouvir do assaltante que era meu dia de sorte porque ele não resolveu me matar, mesmo eu seguido a risca o manual da boa vítima.

Minha grande última experiencia foi encontrar um carro metralhado com poças de sangue no chão.

Morei 4 meses em Israel na época em que ele estava em guerra com o Líbano, e nem de longe eu presenciei fatos como descrevi acima.

Eu não sei qual a solução, mas desculpe, não vou esperar para descobrir.

 


 

Não sei como irá ser minha vida longe daqui. É possível que eu enfrente os mesmos problemas que listei acima. Ou novos… Quem sabe?

Mas pelo menos algo não irá tirar meu sono, não há capivaras no Tamisa.